![]() |
domingo, 4 de novembro de 2012
(Almost) Everyting I could never tell you
Há uns tempos tinha feito um pacto comigo mesma de que não me entregaria a ninguém, pois por cada pessoa que entrava na minha vida e depois dela saiu pude tirar uma lição. Cheguei à conclusão de que após cada desilusão nós aprendemos a confiar e entregarmo-nos um bocadinho menos, retraímo-nos em relação ao que podemos ou não esperar do outro lado e nem sempre somos compreendidos por nos proteger e não sermos magoados...
Sempre fui fria confesso, e não me orgulho nada de dizer que falar dos meus sentimentos nunca foi tarefa fácil para mim, mas sempre entendi que é um assunto demasiado delicado para ser tratado com tamanha banalidade. Não sou de dizer o que estou a pensar ou aquilo que me revira o coração sempre que falas para mim, mas ainda assim mudei, ou pelo menos tentei melhorar-me e aperfeiçoar o meu feitio porque sempre achei que eras demais para mim e que eu não te merecia. Como fazias parte do meu presente (e futuro planeava eu), eu achava que não tinhas que pagar pelas mágoas do meu passado e pelas cicatrizes que outros tinham feito, vi o teu lado e pela primeira vez, expus-te os meus sentimentos e a minha maneira de pensar numa forma tão clara, tão simples e descomplicada que, de certa forma, me senti despida de mim mesma, despida dos meus medos, senti-me frágil e vulnerável por mostrar o meu "eu" pleno a 100%, pela primeira vez a alguém. No entanto, tu não valorizaste o meu esforço e muito menos a minha mudança, e doi saber que superei tudo isto que me amedronta, em vão. Tudo isto para quê se nenhum dos planos deu certo, se nada foi valorizado? Tudo isto para quê se me provaste ser como todas as outras pessoas que entraram na minha vida com bilhete de ida e volta? Porque é que me fizeste acreditar em ti, acreditar que o que nos unia era uma das forças físicas que ainda não tinha sido descoberta por nenhum estudioso e que nós eramos os corpos escolhidos? Porque é que eu mudei? Porque é que me fizeste mudar? Porque é que está tudo tão diferente?
Para quê? Porquê?!
Diz-me cobarde, ouve o grito da minha revolta quando falo o teu nome! Despertaste em mim sentimentos adormecidos há tanto tempo, reviraste a minha vida do avesso e deixaste o meu coração numa bagunça que ninguém te deu esse direito. Nunca ninguém te deu premissão para que te aproximasses tanto por isto mesmo, para ter uma distância de segurança, um muro entre nós que me impede de aproximar de ti e me magoar como sempre.
Agora? Para variar, mais uma vez, eu fiquei estática no mesmo sítio e ele seguiu...
Sempre fui fria confesso, e não me orgulho nada de dizer que falar dos meus sentimentos nunca foi tarefa fácil para mim, mas sempre entendi que é um assunto demasiado delicado para ser tratado com tamanha banalidade. Não sou de dizer o que estou a pensar ou aquilo que me revira o coração sempre que falas para mim, mas ainda assim mudei, ou pelo menos tentei melhorar-me e aperfeiçoar o meu feitio porque sempre achei que eras demais para mim e que eu não te merecia. Como fazias parte do meu presente (e futuro planeava eu), eu achava que não tinhas que pagar pelas mágoas do meu passado e pelas cicatrizes que outros tinham feito, vi o teu lado e pela primeira vez, expus-te os meus sentimentos e a minha maneira de pensar numa forma tão clara, tão simples e descomplicada que, de certa forma, me senti despida de mim mesma, despida dos meus medos, senti-me frágil e vulnerável por mostrar o meu "eu" pleno a 100%, pela primeira vez a alguém. No entanto, tu não valorizaste o meu esforço e muito menos a minha mudança, e doi saber que superei tudo isto que me amedronta, em vão. Tudo isto para quê se nenhum dos planos deu certo, se nada foi valorizado? Tudo isto para quê se me provaste ser como todas as outras pessoas que entraram na minha vida com bilhete de ida e volta? Porque é que me fizeste acreditar em ti, acreditar que o que nos unia era uma das forças físicas que ainda não tinha sido descoberta por nenhum estudioso e que nós eramos os corpos escolhidos? Porque é que eu mudei? Porque é que me fizeste mudar? Porque é que está tudo tão diferente?
Para quê? Porquê?!
Diz-me cobarde, ouve o grito da minha revolta quando falo o teu nome! Despertaste em mim sentimentos adormecidos há tanto tempo, reviraste a minha vida do avesso e deixaste o meu coração numa bagunça que ninguém te deu esse direito. Nunca ninguém te deu premissão para que te aproximasses tanto por isto mesmo, para ter uma distância de segurança, um muro entre nós que me impede de aproximar de ti e me magoar como sempre.
Agora? Para variar, mais uma vez, eu fiquei estática no mesmo sítio e ele seguiu...
domingo, 30 de setembro de 2012
“ A vida só se compreende mediante um retorno ao passado, mas só se vive para diante.” Sören Kirkegaard
As frases filosóficas são, regra geral, sobre questões a que, muitas vezes, nós não sabemos responder de forma clara e exata, podendo ser abordadas de diferentes pontos de vista. A partir da perspetiva que nos é apresentada por Sören Kirkegaard, a reflexão leva-me a questionar sobre o que é realmente a vida e qual é o seu propósito. No entanto, concordo com o filósofo, pois acredito que para compreendermos o propósito da vida há que olhar para trás e compreender o nosso passado, para que nos possamos aperfeiçoar no futuro.
A meu ver, a vida é um longo percurso com apenas uma meta, um impedimento, digamos, a morte. Todos nós nascemos e morremos uma vez, mas isso não implica que o trajeto que percorremos seja tão linear quanto isso, bem pelo contrário. Surgem-nos inúmeras vezes, pela frente, obstáculos cuja função é fazer-nos ver que somos capazes de vencer e ultrapassarmos esses mesmos “contratempos” e, por isso, há que optar. São essas escolhas que, por vezes, nos fazem errar, e os erros cometidos no passado caracterizam-nos como pessoa, mas não definem o nosso caráter, isto é, apenas dizem o que somos capazes de fazer, não o que somos ou qual a nossa intenção, pois isso só nós é que somos capazes de mostrar, por atitudes e pela forma como remediamos os nossos erros e os ultrapassamos.
Regressar ao passado, viajando nas nossas lembranças e memórias, faz-nos entender o porquê da vida, o porquê de nos melhorarmos a cada dia que passa; é que, em alguma altura anterior da nossa vida, já teremos passado por algo semelhante com o qual aprendemos, e aplicamo-lo quer ao presente quer ao futuro.
Tomamos realmente consciência que amadurecemos quando nos rimos de algo que já nos fez chorar no passado, e é disso que é feita a nossa história.
Portanto digo que a vida é como um rascunho que não tem tempo de ser passado a limpo e é quando retornamos ao passado que a compreendemos totalmente.
Concurso de escrita 2011/2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
banalidade
As palavras são algo indispensável nas nossas vidas, são usadas no nosso quotidiano a toda a hora do nosso dia, quer faladas como escritas como faço agora. No entanto há certas palavras que são literalmente usadas e abusadas que chegam ao ponto de perder o seu significado pleno. São ditas com facilidade, com pressa de perder algo que nunca irão ter, são ditas em vão...Um "Amo-te", antigamente, era preservado como agora nos dias que correm, neste mundo cada vez mais materialista, é preservado o mais pesado diamante; valia milhões (de sorrisos), tinha brilho próprio e ainda era raro de encontrar... Mas agora? Oh...Agora é dito como que quem diz que tem sede, uma sede que se mata assim que é saciada, é escrito por tudo o quanto é lado, bancos, paredes, árvores ou até meras folhas de papel mas tudo isso para quê se nos dias de hoje o "amo-TE" é dito a 100 indíviduos diferentes e o "amo-te para sempre" não passa duma semana?
Os antigos valores foram-se perdendo, a importância que dávamos às palavras relacionadas com o amor foram-se banalizando e tornaram-se agora sem significado, assim como o verbo ser ou estar que não têm significado quando empregue sozinho.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
saudade, miss, manquer, verpassen, missen (...) ?
Recentemente aprendi uma coisa, no meio de tantas outras e tão desinteressantes, que a professora dizia. De repente, a minha atenção (que estava distraída nos meus pensamentos) foi então captada quando ela falou em saudade.
Sabias, meu querido amante que saudade é a única palavra neste mundo que não consegue ser traduzida em mais nenhuma língua? É uma capacidade única que nós portugueses possuímos dentro de nós, um misto de sentimentos, o maior batido de emoções que possas imaginar ou até mesmo sentir; tem de tudo um pouco e eu como portuguesa que sou, sinto essa saudade ardente e efervescente a todas as horas do meu dia.
"I miss you" não é tenho saudades tuas, mas sim sinto a tua falta, sentir saudades de alguém é muito mais que isso, é muito mais complexo, mas não implica ser totalmente negativo. É ter como que um enredo de melancolia e felicidade por estar a relembrar momentos passados e tristeza por sentir falta desses mesmos; e o facto é que parecia que estava exactamente a descrever aquilo que eu sentia naquele instante e que há tantos meses acompanha a minha rotina diária.
A verdade é que tenho saudades de estar feliz, de poder sair à rua a gritar a toda a gente um bom dia esboçado de um sorriso e de facto senti-lo de verdade, tenho saudades de me sentir bem e de te ter a meu lado por saber que eras a causa dessa minha alegria, mas tudo mudou. Seguiste e eu continuei no mesmo sítio onde me deixaste, totalmente estática à tua espera, agarrada aquilo que realmente não muda nem mesmo com o passar do tempo, o que ninguém por mais que queira, vai arrancar de mim, as memórias. Relembro-as todos os dias e é baseada nelas que eu não consigo entender o porquê de muita coisa e formulo muitas questões. Sempre te dei e fiz questão de deixar margem de manobra, para decidires o que querias fazer, mas no entanto, nada fizeste, deixaste-te acomodar como se já fosse um dado adquirido e não te impuseste. Podia ter sido tudo tão mais fácil, sem discussões, sem os ciumes, sem as pessoas pelo meio se tivesses posto esse teu forte orgulho de lado por um mínimo instantes e ver que o poderias fazer por mim. Podia ter sido tudo diferente, e quem sabe... Os tempos eram tão bons, eu conhecia-te tão bem como as linhas que traçam a palma da minha mão, bastava-me olhar para os teus olhos; agora, não te conheço mais, olho-te nos olhos e ele parecem que transmitem frieza e eu já não sei como agir...
Sabes duma coisa? Eu todos as noites ao tentar adormecer, também sinto saudades, apenas não sei bem do quê, não sei bem de quem...
Sabias, meu querido amante que saudade é a única palavra neste mundo que não consegue ser traduzida em mais nenhuma língua? É uma capacidade única que nós portugueses possuímos dentro de nós, um misto de sentimentos, o maior batido de emoções que possas imaginar ou até mesmo sentir; tem de tudo um pouco e eu como portuguesa que sou, sinto essa saudade ardente e efervescente a todas as horas do meu dia.
"I miss you" não é tenho saudades tuas, mas sim sinto a tua falta, sentir saudades de alguém é muito mais que isso, é muito mais complexo, mas não implica ser totalmente negativo. É ter como que um enredo de melancolia e felicidade por estar a relembrar momentos passados e tristeza por sentir falta desses mesmos; e o facto é que parecia que estava exactamente a descrever aquilo que eu sentia naquele instante e que há tantos meses acompanha a minha rotina diária.
A verdade é que tenho saudades de estar feliz, de poder sair à rua a gritar a toda a gente um bom dia esboçado de um sorriso e de facto senti-lo de verdade, tenho saudades de me sentir bem e de te ter a meu lado por saber que eras a causa dessa minha alegria, mas tudo mudou. Seguiste e eu continuei no mesmo sítio onde me deixaste, totalmente estática à tua espera, agarrada aquilo que realmente não muda nem mesmo com o passar do tempo, o que ninguém por mais que queira, vai arrancar de mim, as memórias. Relembro-as todos os dias e é baseada nelas que eu não consigo entender o porquê de muita coisa e formulo muitas questões. Sempre te dei e fiz questão de deixar margem de manobra, para decidires o que querias fazer, mas no entanto, nada fizeste, deixaste-te acomodar como se já fosse um dado adquirido e não te impuseste. Podia ter sido tudo tão mais fácil, sem discussões, sem os ciumes, sem as pessoas pelo meio se tivesses posto esse teu forte orgulho de lado por um mínimo instantes e ver que o poderias fazer por mim. Podia ter sido tudo diferente, e quem sabe... Os tempos eram tão bons, eu conhecia-te tão bem como as linhas que traçam a palma da minha mão, bastava-me olhar para os teus olhos; agora, não te conheço mais, olho-te nos olhos e ele parecem que transmitem frieza e eu já não sei como agir...
Sabes duma coisa? Eu todos as noites ao tentar adormecer, também sinto saudades, apenas não sei bem do quê, não sei bem de quem...
sábado, 24 de setembro de 2011
Insónias, estúpidas insónias que me atormentam desde que me lembro amar. Desapareçam de mim, da minha cabeça, da minha vida, das minhas noites ! Cada vez mais tenho mais dificuldade em adormecer, dou voltas e mais voltas e não consigo perceber o porquê e quando finalmente pareço consegui estabilizar, há algo que me faz delirar. Sim delirar disse bem, um perfeito delírio para se poder designar de um mero sonho, começo a ligar demasiado ao que os outros dizem e faço a nossa história ao meu jeito, continuo-a como eu sempre a imaginei e dou por mim a delirar, sei que isso nunca irá acontecer. (acho)Deste o braço a torcer e pediste desculpa, engoliste o teu orgulho e tentaste recuperar-me, mas sabes que nada é facil na vida e eu muito menos o sou.
Combinamos encontramo-nos para falar, por muito insistência da tua parte e eu prometi -me a mim mesma pelo menos dar-te o direito para te desculpares de todas as coisas imperdoáveis que me fizeste e o tempo necessário que isso poderia implicar; mas tudo isso para quê, qual o resultado de tanta fala? Também não sei. Já me tinham dito também coisas boas sobre ti, muito boas até, enganaste se pensas que só falam mal de ti quando referem o teu nome. Disseram-me que desde então tens crescido, uma mentalidade mais madura e capaz de construir uma bonita história com cabeça, tronco e membros; que eras capaz de assentar por uns tempos e que era realmente isso que querias fazer. E agora digo, como me podem dizer que não posso amar-te de maneira alguma se os defeitos que tinhas se tornam cada vez mais em qualidades? Se me é tão mais difícil não gostar de ti.
Onde é que eu fico no meio de toda esta história pergunto eu ! O que é que querias de mim concretamente?
Foi aí então que achei que estava mais do que na altura certa de exigir pela primeira vez algo de ti e perguntei-te. Sabes que mais? Não devia; surpreendi-me com a tua resposta, respondeste-me tudo.
Tudo- é uma palavra tão vasta que significa tanta coisa mas ao mesmo tempo deixa-nos à toa.
E foi assim que eu fiquei, disseste-me tudo e eu finalmente percebi o sentido dele; querias os meus ciúmes, a minha confiança, as minhas oscilações de humor, a minha amizade, os meus filmes, o meu amor... tudo o que te completaria para ser feliz.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
I'm not always strong but we've must go on !
Lembro-me de estar a chover torrrencialmente gotas tao grandes e tao pesadas que carregavam consigo um sentimento tao melancolico, algo de novo para anuciar, eram gotas parecidas a um choro num terrivel pranto. Estava a fazer tanto vento nesse dia que esse mesmo vento fazia fechar portas com grandes estrondos e talvez a tua porta na minha vida, fazia estilhaçar vidros no chao tao bruscamente e com tanta força como quem parte coraçoes (em pequeninos pedaços, dificeis de remontar).Desci as escadas do meu predio a correr, como se estivesse algo ou ate mesmo alguem a minha espera, no bolso do meu casaco trazia apenas as chaves de casa, na minha mao a corrente que mantinha presa a mim a mais fiel das companhias, a minha eterna confidente, a minha cadela e na minha cabeça so ele tratava de se ocupar de todos os meus pensamentos. Abri a porta confiante de ver algo 'sobrenatural' mas em vez de ver, senti.
Sim senti, sempre ouvi dizer que o essencial e invisivel aos olhos. Ja alguma vez louvaram a Deus por poder sentir aquele cheiro caracteristico de terra molhada, sentir a chuva a tocar-nos directamente na pele, na cara, como se fosse uma meiga festa de reconforto maternal ou ate mesmo caminhar descalça(o) no chao, que toda a gente ignora, o chao onde muitos cospem? Deem-se por satisfeitos, completos ate, por poderem ter nascido com essa caracteristica, com esse dom, o das sensaçoes. E como se nao bastasse serem dotados dele, ainda podem ver tudo diante dos vossos olhos, mesmo que nao seja preciso.
Basicamente foi isso que me aconteceu, senti alguem a tapar-me os olhos e a levar-me para um alpendre onde nos resguardamos da chuva. Ja tinhas dito anteriormente que te importavas muito com o meu bem estar e que ficar alguns dias sem me ver iria ser como uma possivel 'doença' para ti, que decidiste jogar pelo seguro e ficarmos aconchegados. Eu estava a tremer, a bater os dentes e literalmente com os labios arroxeados e toda eu com pele de galinha que foi entao que me mostraste uma das tuas facetas mais encantadoras e tiraste a camisola, a unica camisola que tinhas sob o tronco. Vestiste-ma, deste-me as maos para que aquecessem e voltassem a sua cor natural e disseste-me algo que nunca me irei esquecer: 'Estou aqui, a chuva, assim, voltei para tras, sai de casa para estar contigo. Nunca mais voltes a dizer dessa tua boca que nao gosto de ti.'
Perante isso apenas baixei a cabeça, fiquei sem qualquer tipo de resposta, larguei as tuas maos e joguei-as a cabeça, confudiste-me, alias como conseguias fazer sempre que tocavamos nalgum assunto mais delicado para mim.
Pedi-te entao para te ires embora de forma delicada, deixando combinado um novo encontro para o dia seguinte e assim ficou.
No dia que se sucedeu, depois das aulas, fechamo-nos dentro destas quatro paredes, neste exacto lugar onde me encontro aqui e agora a escrever (ou simplesmente a limitar-me a recordar) e nele ja faziamos planos futuros, juras e promessas, confidencias e partilhavamos inseguranças. Deitados um ao lado do outro a perguntar como seria dali para a frente, de como iria ser nas ferias de verao em que mal nos iriamos ver, diziamos ate que nao iamos aguentar estar separados tanto tempo, tao longe... Mas agora pergunto-me. Para que tanta preocupaçao, porque e que nos preocupamos tanto?
Olha tao fortes que somos, nao so aguentamos estar longe um do outro como nem sequer falamos, dito assim ate parece coisa pouca e para ti ate deve de ter sido tao facil quanto isso, mas muito honestamente, os meus mais sinceros parabens, conseguiste ser esperto o suficiente para nao te apaixonares e nao sofreres. Parabens pela tua inteligencia.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
15 # Carta para a pessoa da qual tens mais saudades
Sao quatro da manha ja largamente ultrapassadas, quase quase a bater nas cinco, esta um calor altamente infernal, eu ja deitada, bem que tento adormecer mas o mesmo se sucede vezes e vezes sem conta, dou voltas e mais voltas na cama e ainda assim nao consigo pegar no sono. Pronto. Esta claramente comprovado, esta e a minha primeira insonia de verao.Nao consigo descançar a minha cabeça, a minha mente e muito menos o meu corpo, nao me consigo abstrair o suficiente para adormecer, nao tenho forças para me manter de pe, a voz começa a ficar mais escassa e rouca e nao me consigo controlar, controlar as minhas proprias saudades, algo no qual sempre fui perita em fazer por ter que lidar com ela desde tao tenra idade...
Para atenuar este sentimento que para mim mesma significa que algo que ja esteve tao perto nos faz falta, todas as noites, relembro a nossa historia de amor ao deitar, assim como os pais contam historias tradicionais aos filhos antes de dormir, daquelas que passam de geraçao em geraçao com o passar dos tempos, mas que nunca se esquecem e eu nao a esqueci. Todas as noites escolho a nossa historia, nao por ser a mais bonita (pois para isso teria que ter um final feliz, e isso implicaria o fim de algo), mas sim por ser a mais envolvente e fiel a vida real e vou retartar-vos essa mesma historia.
Nela, dois casmurros incuraveis que nao sabem viver longe um do outro, sao-no de tal maneira que nao teem a coragem de admitir isso que todos os olhos veem e que todas as bocas falam, dizendo que esta a vista de todos. E inacreditavel a força e determinaçao dela mas a capacidade que ele tem que, com simples (ou nao tanto quanto isso) gestos, confundi-la, faz com que sempre que se tentem expressar comecem a discutir mesmo contra a sua vontade.
Ele suplica que se encontrem para resolver as coisas, e para que tudo isso acabe, mas ela do outro lado a chorar num terrivel pranto, fa-lo pensar que nao se importa, qua nao se debruça sobre a sua relaçao e que nao gasta tempo a pensar neles e muito menos nele em questao. Ela fica estupefacta de como lhe e tao facil acreditar em todas aquelas 'mentiras', e-lhe tao simples creer que ela ja nao quer mais saber dele que ja o esquecera ou que queira faze-lo o mais rapido possivel, que e preferivel que assim seja, que ele nao saiba como ela anda, onde esta ou com quem fala.
Ele sim parece nao se importar, age como se nada fosse, como se nada se tivesse passado, como se nao se importasse com a situaçao que estao a viver, como que ela nao existisse ate a sua chegada, mas ele nao descansa com a sua ausencia, pergunta por ela e faz com que nada lhe chegue aos ouvidos mas ela sabe sempre de tudo, talvez desta vez nao tenha sido tao discreto como o habitual, talvez tenha sido uma vez diferente, mas os talvez nao me servem de alimento ao contrario das certezas. Por algum motivo me prendes de certa forma a ti, sem me deixar completamente, diz-me um porque, responde-me se fores capaz, se essa tua 'coragem' nao te faltar, mais uma vez.
Tento nao pensar sobre a situaçao na qual estou metida, olho para todos os lados e em todas as direcçoes em busca de respostas concretas, aquelas que nao me consegues dar, tento encontrar o rumo da minha vida, mas sozinha.
Sao agora seis e meia da manha, o sol ja nasceu e por entre as portadas da janela do meu quarto, entram os primeiros raios de sol do dia, ja gente se levantou da cama para trabalhar e eu, lho para o telemovel, mais uma vez, na esperança de ver um sinal teu e nada, mais uma vez.
"A saudade aperta, e não dá para ignorar é como uma frida que não pára de sangrar". Eu vou ter saudades tuas, mas tu nao vais saber.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
1 # Carta para a tua melhor amiga /melhor amigo
Sentir uma afinidade destas por alguem e tao raro de encontrar, sinto que posso caminhar com os pes mais altos da superficie da terra que por muito alto que suba tu nao me vais deixar cair como toda a gente o fez, que vais la estar independentemente do que eu diga ou faça, com que eu me de ou deixe de dar, que vais estar la para mim, como se tivesses algum laço familiar comigo que me impedisse de fazer tonterias.
Nao sabia que me poderia sentir assim novamente, que a minha felicidade se recomposesse apenas com a tua chegada e muito menos que esta prenchesse uma perda, uma dolorosa, longa e triste perda, quer da pessoa quer da confiança, amizade e protecçao que nela depositava, iludi-me e cai.
Bati fundo e certo.
Mas talvez precisasse disso, de bater fundo, cair, sofrer e melhorar as minhas fragilidades, erguer-me, fortalecer-me, reabastecer-me de forças e ganhar.
E se tudo isto foi possivel ate a data de hoje, devo unica e exclusivamente a uma pessoa, ao meu melhor amigo, a quem nunca me abandonou, a pessoa cuja qual nao desistiu de mim a primeira.
Prencheste a minha vida de uma tal (e unica) maneira que nunca senti necessidade de te chamar de melhor amigo, talvez porque sabia que eras o melhor amigo que eu tinha, o que dava valor aos meus problemas, que buscava as respostas das minhas interrogaçoes gritantes (nao por mim mas comigo, a meu lado), que percebia as minhas situaçoes, as minhas atitudes e que afinal das contas acabava mesmo por pensar da mesma maneira que eu pois es tal e qual a mim.
Tenho um feitio tao caracteristico que ja por si so e dificil de encontrar, quanto mais dar-me com alguem que e assim tambem, nao existem duas pessoas iguais.
Escrever sobre ti e para ti nunca foi facil, uma tarefa quase tao ardua quanto descrever a nossa amizade que para muitos parece ser tao complexa.
Mas nao e digo-vos.
O segredo talvez esteja na simplicidade, e isso que nos mantem tao ligados, tao unidos, tao coesos.
Nao preciso de estar 24 horas sob 24 horas a falar contigo para seber como estas, penso que se nao me disseste nada foi porque o assim quiseste e entendeste ser o melhor para ti e eu respeito isso.
Eu nao preciso de saber isso porque sinto-o.
E tu, sentes que es o melhor ?
Nao sabia que me poderia sentir assim novamente, que a minha felicidade se recomposesse apenas com a tua chegada e muito menos que esta prenchesse uma perda, uma dolorosa, longa e triste perda, quer da pessoa quer da confiança, amizade e protecçao que nela depositava, iludi-me e cai.
Bati fundo e certo.
Mas talvez precisasse disso, de bater fundo, cair, sofrer e melhorar as minhas fragilidades, erguer-me, fortalecer-me, reabastecer-me de forças e ganhar.
E se tudo isto foi possivel ate a data de hoje, devo unica e exclusivamente a uma pessoa, ao meu melhor amigo, a quem nunca me abandonou, a pessoa cuja qual nao desistiu de mim a primeira.
Prencheste a minha vida de uma tal (e unica) maneira que nunca senti necessidade de te chamar de melhor amigo, talvez porque sabia que eras o melhor amigo que eu tinha, o que dava valor aos meus problemas, que buscava as respostas das minhas interrogaçoes gritantes (nao por mim mas comigo, a meu lado), que percebia as minhas situaçoes, as minhas atitudes e que afinal das contas acabava mesmo por pensar da mesma maneira que eu pois es tal e qual a mim.
Tenho um feitio tao caracteristico que ja por si so e dificil de encontrar, quanto mais dar-me com alguem que e assim tambem, nao existem duas pessoas iguais.
Escrever sobre ti e para ti nunca foi facil, uma tarefa quase tao ardua quanto descrever a nossa amizade que para muitos parece ser tao complexa.
Mas nao e digo-vos.
O segredo talvez esteja na simplicidade, e isso que nos mantem tao ligados, tao unidos, tao coesos.
Nao preciso de estar 24 horas sob 24 horas a falar contigo para seber como estas, penso que se nao me disseste nada foi porque o assim quiseste e entendeste ser o melhor para ti e eu respeito isso.
Eu nao preciso de saber isso porque sinto-o.
E tu, sentes que es o melhor ?
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Os se's da vida
Ja estive muito mais longe de cometer uma loucura, uma das minhas maiores loucuras ate, largar tudo e todos e fugir, rumar para um sitiomonde ninguem me encontrasse, partir sem destino ou direcçao, partir sem ter esperança de voltar, largar sem me arrepnder.Talvez ai tu me desses o devido valor, talvez ai tu visse quantas saudades tinhas de mim, talvez ai te apercebesses do tempo que desperdiçaste apenas brincando e contrariando aquilo que foi evidente durante estes largos meses, dia apos dia, mesmo a olho nu, mesmo ali diante dos nossos olhos, a mao de semear.
Se partisse ja ninguem gritaria comigo por ter feito isto ou aquilo de errado, nao era apontada nem censurada pelas minhas atitudes, gritariam sim mas de pleno desespero para me encontrar e resgatar das vossas duvidas na qual fui crescendo, gritariam o meu nome aos sete ventos certificando-se de que ja teriam respostas concretas para me dar, mas talvez quando me encontrassem fosse tarde demais.
Se fosse forte como dizem, conseguiria esquecer-te e eliminar-te da minha vida, sem ficar com qualquer vestigio da tua existencia, da passagem da tua pessoa pelo meu caminho.
Se nao fosse uma estupida e banal adolescente, nao sentiria as coisas com tanta intensidade e tao vivamente, nao me iludia com o irreal e nao desejava aquilo que nao poderia alcançar. Tu, pouco ou nada me eras, e eu deixaria de viver em funçao de alguem.
Se partisse, nao voltaria mais. Ia mas nao regressava. E se eu fosse mesmo embora, aguentavas-te? Eras capaz de manter essa tua postura distante ou afastavas-te cada vez mais e mais, como estas a fazer neste preciso momento?
Se a vida nao fosse feita de "se's" eu nao teria tanto gosto em dizer que te amo, nao teria tanto medo de te perder, de te deixar. Se ...
Se fosse forte como dizem, conseguiria esquecer-te e eliminar-te da minha vida, sem ficar com qualquer vestigio da tua existencia, da passagem da tua pessoa pelo meu caminho.
Se nao fosse uma estupida e banal adolescente, nao sentiria as coisas com tanta intensidade e tao vivamente, nao me iludia com o irreal e nao desejava aquilo que nao poderia alcançar. Tu, pouco ou nada me eras, e eu deixaria de viver em funçao de alguem.
Se partisse, nao voltaria mais. Ia mas nao regressava. E se eu fosse mesmo embora, aguentavas-te? Eras capaz de manter essa tua postura distante ou afastavas-te cada vez mais e mais, como estas a fazer neste preciso momento?
Se a vida nao fosse feita de "se's" eu nao teria tanto gosto em dizer que te amo, nao teria tanto medo de te perder, de te deixar. Se ...
domingo, 22 de maio de 2011
Eramos felizes e nem sabiamos
Este tempo esta maluco para a epoca. Num dia tanto ha enormes vagas de calor como faz toda a Terra estremecer com o imponente rugido de um trovao fora de estaçao.Juntamente com a Terra estremeço eu de medo. Os dentes batem, as unhas lascam-se por estarem a ser constantemente postas na boca, a perna que esta constantemente a abanar, ganha agora ainda mais força e eu? Eu continuo gelada, gelada por dentro, nao pelo frio mas pelo que me tens feito nestes dias.
O medo enfraquece-me, a insegurança destroi-me, os ciumes tomam-me e a saudade, a saudades de te ter de novo comigo, como se fosses meu e so para mim apenas, vai-me corroendo por dentro, vai-me matando lenta e dolorosamente a cada misero segundo que passa.
Este ar torna-se cada vez mais denso, impossivel de se respirar. Esta situaçao torna-se cada vez mais assustadora, como um escuro beco sem saida, numa rua contorversa; e esta saudade que eu tenho tua, esta sede que eu tenho de ti faz todos os meus problemas parecerem superiores a tudo, faz tudo isto apertar como um cerco cada vez mais pequeno e pequeno.
Nao tenho ja mais forças, roubaram-mas, arrancaram-nas de mim sem do nem piedade, deixaram-me despida do que mais fortemente me caracteriza, a minha força, a minha garra, a minha determinaçao e poder de decisao. Nao sei para que lado me hei de virar, nao sei que fazer, nao sei qual dos multiplos caminhos propostos nesta viagem de vida escolher, parece-me tudo tao... errado!
Estou deitada na cama de luzes apagadas, exactamente como nos costumavamos fazer, a ouvir o calmante e relaxante som da chuva a bater nas calhas sintonizado com a baixo musica da minha aparelhagem. Abro os olhos, como se acordasse subitamente de um terrorifico pesadelo, dou um grito de revolta que me abre os pulmoes, esperneio, agarro os lençois com a maior força possivel e fixo um ponto no tecto que me acalme. Olho para cima em linha recta e dou por mim a pensar novamente em tudo o que vivi, em tudo o que me deste e em tudo o que partilhamos, aqui mesmo neste sitio. Penso em como tudo mudou em tao pouco tempo, penso em como de um tudo passei a ser um quase nada, em como eramos felizes e nem sabiamos e isso revolta-me, repugna-me este sentimento de raiva, de culpa que nao a tenho, de arrependimento de nao ter feito o que havia ainda a fazer e este sentimento esta tao e tantas vezes presente nos meus dias que de certa forma ainda chego a pensar se realmente nao sou eu a culpada. Dou um ultimo soluço, grito mais uma unica e unissona vez e prometo ja ter acabado, "acabou nao se vai voltar a repetir!" digo eu.
Nisto, apos as minhas supostas ultimas palavras, um novo trovao se faz ouvir na grande mae Natureza e toma conta desta cidade tao bem conhecida por nos dois, durante uns 2 minutos. Eu tenho pavor a estes fenomenos, simplesmente acho fantastica a sua força e e algo que me intimida de certa forma, com tamanha imponencia. Com medo começo a apagar as mensagens antigas que tinha no telemovel, mas nao queria apaga-las de todo, tinha la mensagens tuas, mensagens de quando tudo estava bem, mensagens que ao rele-las me faziam e fazem sorrir, por isso demorei tanto tempo a apagar todas as outras q nao me interessavam.
Regresso ao menu e vejo "1 nova mensagem nao lida", sinceramente nao estava com paciencia para ninguem a nao ser que fosse para ti, e o que e certo e que eras mesmo tu. "Trovoada, faz-me sempre lembrar de ti".
Regresso ao menu e vejo "1 nova mensagem nao lida", sinceramente nao estava com paciencia para ninguem a nao ser que fosse para ti, e o que e certo e que eras mesmo tu. "Trovoada, faz-me sempre lembrar de ti".
sexta-feira, 22 de abril de 2011
such a perfect (rainy) day

Tem chovido toda a manhã e continua a chover. A chover muito. Algo me fez ir até à janela ver um bocadinho de tudo à minha volta, talvez porque gosto dessa sensação que nos embala, não sei. Debruço a cabeça sobre os braços cruzados e lá vou observando tudo ao pormenor, sem me escapar nada. As gotas caem uma por uma das telhas; as folhas das árvores abanam com a maior força que tem; o vento sopra fugaz, levando tudo o que encontra à frente. Os animais tentam refugiar-se do vendaval, não querem ser vítimas do mau tempo, tal como eu sou a vitima do teu amor. Fecho os olhos e abro-os de imediato. E assim permanecem esbugalhados. O coração bate velozmente, as mãos ásperas tremem constantemente, o corpo anuncia algo mau, doença, é provável. E os olhos, esses, não demoraram muito para começarem a deixar cair lágrimas pela face mais ou menos redonda e como não poderia deixar de ser, tudo vem ao pensamento, por muito que tente dizer “não”; as alegrias, os ânimos, os choros, as tristezas, a vida inteira, tudo volta, e volta porque quer e precisa disso. Sabem do que me deu vontade? De devorar o mundo, devorar tudo o que vejo, gosto e quero sentir. Levantei-me. Abri a porta e saí. De facto, estava um tempo horrendo, mas mesmo assim, não recuei como muitos fazem, porque são fracos. Descalcei-me, despi-me, molhei-me. Sim, isso mesmo. Fui-me pôr debaixo da chuva e sentir aquilo que possivelmente nunca tinha sentido. Ganhei arrepios pelo corpo acima assim que pus o pé no chão, a água estava gelada, mas sabia tão bem. Aliás, soube tão bem sentir a chuva a cair-me em cima, sentir o vento a soprar-me nos ouvidos, sentir sons que eu nem sabia de onde vinham, apenas sentir e basta. Tudo aquilo, naqueles instantes se tornou mágico, mas também acabou. E depois quando voltei, acompanhada de um sorriso estranhamente estampado na cara, fui ter com ele, toda encharcada, pronunciando apenas: “Dá-me a mão, vem comigo lá fora, quero que tu sintas o que eu senti.”
domingo, 17 de abril de 2011
saudade, a minha segunda maior verdade
Os dias têm-se mantido quentes com a tua ausência, quase tão quentes quanto num árido deserto. As crianças correm atrás de uma bola, os velhinhos passeiam ao final das tardes como eternos namorados e eu desespero trancada no meu quarto todos os míseros dias. Pelo quê perguntas tu. Pára, sente-me e pensa. Tens todo o tempo do mundo para o fazer, agora que já não estás mais aqui comigo. Sabes exactamente pelo que eu desespero, sabes exactamente o quanto dói e sabes também com tanta ou maior exactidão que não é um sentimento que me assombra apenas a mim, a ti também…Sinto tanto a tua falta. Sinto falta das tuas palavras quentes a sussurrarem-me ao meu ouvido, sinto falta de quando me beijavas o pescoço, beijos esses que me arrepiavam de cima a baixo, sinto falta de te ver deitado em cima da minha cama a olhar fixamente para mim e só para mim, sabendo que tenho de aguentar toda essa saudade durante tanto tempo.Não consigo parar de a sentir. Se ajo faço tudo em tua função como se ainda aqui estivesses, se me refugio paro para pensar e sinto-a outra vez, retomando então novamente o mesmo estado de espírito. Torna-se um ciclo. Um ciclo vicioso que volta sempre ao mesmo. A saudade volta a fazer-me desesperar. Dou por mim a pensar vezes e vezes sem conta e a relembrar cada um dos nossos episódios. Sinto falta de me abraçares firmemente, de me segurares a cara com as tuas grandes e seguras mãos, de encostares a tua testa à minha e ficarmos a olhar um para o outro, durante tempos e tempos sem definição e sem possível contagem de cronómetro. Chama-me. Grita por mim. Pega-me ao colo. Leva-me para o sítio mais longe e escondido que conheças. Dá-me a tua mão e não a largues. Sorri para mim. Toca-me. Beija-me. Abraça-me com a tua máxima força. Passa a tua mão pelo meu corpo. Rasga-me a roupa. Faz-me crer que sou a única. Diz-me o que sentes e o que nunca antes disseste, fosse por medo ou fraqueza. Quero ouvir. Quero sentir. Quero ter-te aqui. Promete-me que ficas comigo para sempre quando voltares. Faz-me sentir a melhor ao pé de ti. Fala-me ao ouvido, com palavras meigas. Diz-me que me amas. É o que preciso de ouvir neste momento.
domingo, 10 de abril de 2011
"meu coraçao, vai-se partir"
Hoje tenho dado conta de ate onde vao os meus limites, ate onde sou capaz de ir e ate onde a maior paciencia humana esgota. Mas mesmo com as inumeras tentativas de deitar a baixo o meu estado de espirito, eu tenho mantido a minha postura e tenho sido uma verdadeira senhora, mas juro que estou prestes a rebentar e so to posso confessar a ti meu fiel e secreto "diario". Es o unico que nao me recrimina e me exige um pouco mais de calma na alma. Ninguem me entende e tu talvez o faças apenas porque nao tens escapatoria possivel, nao podes falar, dar-me na cabeça ou virar as costas quando as coisas começam a pesar como era com ele e da maneira que ele fez(sim preterito perfeito, que significa uma acçao ja terminada, que nao faz mais), quando nao conseguia enfrentar os problemas como eles sao na realidade. Recuso-me, queria assentar algo muito serio mas nao sou nenhuma marioneta, pode parecer que nada me afecta mas provavelmente sou a pessoa que mais liga aos miseros pormenores (os quais que, para mim, fazem toda a diferença), mas sou insensivel, ma?! NAO MESMO! Diria ate que para ti sou a pessoa mais paciente e consequentemente a mais bondosa que poderas alguma vez conhecer. Confesso, sim eu confesso que nem sempre o que te dou e o meu melhor, mas nunca ninguem o tera, nunca ninguem ira ver o meu melhor por completo, a 100% e sabes o porque? Se nao sabem aceitar o meu pior, por muitos defeitos que tenha (como azias, ciumes, respostas e securas), como poderao alguma vez cuidar do meu melhor, repleto de sentimentos e qualidades raras, que se estilhassam no chao se nao forem bem seguradas ?
sábado, 12 de março de 2011
Definiçao de amor?

Sequei, após tanto tempo a chorar por algo que aconteceu apenas me resta um corpo e uma alma, vazia.Levaram-me tudo o que tinha, arrancaram do meu peito todos os sentimentos que possuía e nutria por ti e ate grande parte da amizade, aquela que foste destruindo aos poucos com as tuas mentiras e omissões. Levaram-me tudo quanto puderam, numa fracção de segundos, mas no entanto algo restou, bem que tentaram mas este forte sentimento, mesmo com a erosão do tempo cá permaneceu.Definição de amor, alguma vez ouviram falar? Eu já, muitas vezes ate. Já tentei inclusive expô-la em palavras, escrever mesmo o seu significado e imortalizar essa definição para que curiosos da vida, assim como eu, tivessem acesso a ela… Mas será que alguém alguma vez a viu? Fiquei intrigada porque pensava ser dotada desse conhecimento durante tanto tempo, que fui pesquisar o que era verdadeiramente amar e cheguei a uma conclusão: amar vem sempre associado a sofrimento! Dizem que amar e uma dadiva de Deus, o melhor presente abstracto que nos, como seres humanos carnais que somos, possuímos; dizem que amar com todo o nosso coração e o gesto mais puro e mais bonito que existe, que e como uma janela para o que de melhor detemos dentro de nos, mas a esses que dizem tanto e tão bem dito, faço parecer-lhes a minha maneira de pensar, que sempre me disseram ser muito própria e inclinada para a frontalidade: "O que há então de bonito em chorar horas a fio ate ficar sem fôlego, pela dor que nos aperta o coração e que nos sufoca a alma ate a exaustão? O melhor presente que Deus nos implantou na Terra? Então, meu todo poderoso, responda-me se for digna de tal feito, se o melhor para o equilíbrio do ser humano e a nossa morte, quer a interior (pela espera ou ausência do nosso amado), quer a exterior (como consequência de uma loucura, um momento menos feliz que nos faz perder a cabeça e acabar com a nossa própria vida)Digam-me fieis sábios, se amar e assim… Amar e justo?"
Sempre acreditei que o seria ate a uma determinada altura, a tarde em que te conheci e os nossos olhos se cruzaram. Juntamente com essa crença, sempre acreditei também no poder, no meu poder, o qual eu me inspirava nas mais variadas heroínas, mães, avos, feministas… MULHERES, verdadeiras lutadoras e defensoras de si próprias, mas já nem nisso tenho fé...
Parabéns àqueles que sempre me desejaram ver assim e nunca tiveram oportunidade, os que me queriam ver derrubada e vencida pelo cansaço. Eu, Raquel Marques, as 03:11 do dia 10 de Março de 2011, baixo a minha cabeça e deixo cair a minha coroa no chão.Ouves o pingar coordenado das lágrimas e o metálico tilintar da coroa no frio, mas mais quente que eu, chão de azulejo? Pois bem, desisti. E ao desistir morri.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
O fruto proibido e sempre o mais apetecido
Sempre fomos proximos e nunca te escondi nada, sempre estiveste presente, sendo eu por ti e tu por mim que para ti, sempre fui transparente, nada de segredos, rodeios ou joguinhos teatrais. Nunca antes em toda a minha vida te dei tanta importancia como agora neste exacto momento. Fico preocupada contigo quando nao sei nada de ti, fico a remexer no meu pensamento quando estamos chateados, nao sei se o que penso e correcto, se hei de confiar na palavra dos que me confessam o que fazes e dizes, ou se faço com que essa preocupaçao me consuma e tome controlo da coordenaçao dos meus movimentos.Sonho com o teu cheiro, com a sensibilidade do teu toque, como se fosse o mais banal dos sonhos, porem sei que nao o pode ser. Es a fruta proibida, pela qual Eva se viu tentada a provar, es a maça mais apetecivel deste extenso pomar, mas nao te posso provar por nada deste mundo, isso vai contra tudo aquilo pelo qual lutei ate agora durante um ano, a sede que tenho de ti tem que acabar, tenho que arranjar outra maneira de nao pensar mais em ti, tenho de matar a minha saciedade de outra forma... Sabes jogar comigo, sabes cativar e manter preso a ti um curioso interesse, algo que faz com que sejas diferente do comum, que te destaca e que me faz desejar algo que nunca me passaria pela cabeça querer, algo incerto mas certa e claramente apetecivel e perigoso.
Mas por outro lado, existe a presença dele, o oposto, um amor evidentemente forte, mas monotono, sempre igual, tao perfeito que se pode comparar ao das historias de encantar. O que nos nao sabemos, e que quando atingimos o perfeito, este parece nao ter piada pois acaba por cansar, a adrenalina em falta e que TU me proporcionas.
Como pode ser a vida tao cruel e dar-me a escolher a Agua ou o Fogo, o Mar ou a Terra, o Dia ou a Noite, a Lua ou o Sol, TU ou ELE ?
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Não é complicado, nem idiota. Chama-se saudade e dói.
Rompo a escuridao da noite, por esta estreita rua deserteficada. O caminho faz-se longo e nao se ve nada sem ser nublina, acelero o passo com medo do oculto, com medo de nao ser apenas fantasia da minha cabeça, olho para tudo em todas as direcçoes e o meu batimento cardiaco fica cada vez mais veloz, o calor do meu interior forma fumaças no frio e denso ar e nele, cria-se um rasto de um perfume que me e familiar. Em tempos poria ser-me muito, tudo ate, agora ? Apenas sabia que nao era indiferente, nao passando por despercebido. Atras de mim oiço passos desmultiplicados, tao leves e tao coordenados com os meus, que me fazem lembrar de uma linda e relaxante musica que me acalma e me da força para nao ter medo, deixando-me intrigada por saber de quem se trata. E entao quando decido parar e olhar para tras para ver quem me seguia, que reparo que o vulto loiro e alto que me tivera feito anteriormente olhar para tras, desaparecera numa fracçao de segundos.
Nao devia de ter recuado, nao o devia de ter feito, fui fraca e nao resisti em la voltar, o passado chamou-me e eu nem pensei duas vezes sequer, apenas o fiz. Mas mesmo com toda esta longa historia, orgulho-me, orgulho-me muito de mim mesma por poder dizer que te deixei no passado.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Sera possivel ?
Sempre soube muito bem o que fazer e ainda melhor sabia como faze-lo para alcançar o meu objectivo. Porem, ultimamente tenho andado irritada, sem paciencia para nada nem ninguem e tenho levado as costas, nao so o meu Mundo, como o do outros tambem. Tenho aguentado tudo isto sozinha e tenho-me feito de forte, sem ninguem se aperceber do meu sofrimento, mas este longo caminho, incerto e sinuoso, ja parece demais apenas para uma pessoa so, continuar esta jornada sozinha, como se costuma dizer "all by myself", tem-me feito desesperar. Nao consigo avançar pe ante pe, nao me consigo mover, estou estactica, paralizada, imortalizada no tempo e marcada pela historia; a NOSSA historia que parece nao ter fim e que ainda assim nao avança.Sabes meu amor, nao es so tu que tens necessidades, sentimentos, carencias e amigas, eu tambem tenho disso e historias mal resolvidas por resolver, mas abdiquei disso, abdiquei de tudo isso, deixando la para tras, no passado, apenas por ti.
Andamos nisto ha tanto tempo que sera que um caso passado, inacabado, e que me causa saudades de um amigo sempre presente e que sempre investiu em nos, pode mudar as coisas? De ti ja nao me chega apenas o que me das, quero poder agarrar-te, sentir-te e nao deixar ninguem levar-te de mim, mas sera que queres isso tanto quanto eu?
Fazes como se nada fosse, ages duma forma que me faz arrepiar so de pensar, estas diante de mim com o olhar mais profundo do mundo fixo nos meus movimentos, fazes-me vibrar e ainda assim queres que eu acredite em meras palavras? Nestes momentos contradizes-te, dizes que se tu quisesses ja teria acontecido alguma coisa mas a vontade nao depende so de ti e eu nao desespero o teu amor, ate porque tenho mesmo quem mo de, mas se a verdade e mesmo essa, a mais dolorosa que possa ser para mim e aquela que dizes a alheios, por favor diz-me, "liberta-me" de ti...
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
"Estou cansada de amar"
Estou cansada de amar. Amar é abrangente para quem fala do amor, nos livros de princesas eternas em que há um "e viveram felizes para sempre", nunca me falaram da dor, sempre me mostraram o bom que é apaixonarmos-nos e o que de bom a vida traz quando estamos apaixonados, como acontece na história da Branca de Neve. Dizem que acordamos e os pássaros parecem formar uma linda e uníssona melodia apenas porque sim, apenas para nós, contam-nos que o Sol é mais quente e que se torna mais forte para nos manter com o coração aquecido, que se formam borboletas na barriga e um seco na garganta,o que nos faz transpirar e acelerar o coração e tudo isso é verdade, tudo ou quase tudo acontece dessa forma, só falta o mais importante, o "e viveram felizes para sempre". Essa parte quase nunca se realiza, continuamos e enrolamos, ficamos na rotina e não metemos um ponto final na nossa história. Ela fica com um desenvolvimento demasiado extenso e sem um desfeche, ficando o último capítulo por acabar.Porém porquê sujeitar-me a mais uma recusa depois de tanta luta, porquê a terceira ? Em tempos disseste-me que te arrependias do que me tinhas dito e que não querias ter feito isso e eu tinha começando a cruzar os braços poucos dias antes disso acontecer acreditei e quis acreditar novamente mas... Porque é que foste escolher logo aquele momento se agora já prevejo a minha resposta? Tu próprio recentemente confessaste a quem confias e no entanto continuas como se nada fosse, não sabendo tu que isso magoa e que provoca reacções em mim com as quais eu não sei lidar. Muitos dizem que tu dizes isso para fugires dos teus sentimentos e por teres medo de dares parte de ti, para que eu a cuide e molde, mas tu foges, dizes sim e que não dum dia para o outro, dizes que me amas tão ou mais depressa do que quando dizes que me odeias e eu vou esperando, mas há um dia que poderás estar à minha espera, à espera de uma mensagem, um sinal meu e ser o dia em que será tarde demais...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
respostas ninguém as tem
Nunca pedi repostas exactas a
ninguém e muito menos a ti. Esperei sempre todo o tempo do mundo, insisti e não desisti, pensando até que tivera dado em alguma coisa, mas não deu e eu estava totalmente exausta, já não sabia o que fazer com tantas dúvidas na minha cabeça, dúvidas essas, às quais eu não sabia responder.
Sei que por vezes posso agir de impulso e falar demasiado, sendo até infantil ao dizer coisas que me fazem perder a pouca razão que tenho, mas tenho o feitio vincado, uma personalidade muito forte e repleta de defeitos, e por vezes não é fácil moldar-me às situações que colocas no meu caminho, volto novamente a não saber o que pensar e muito menos o que hei-de esperar de ti, como ou qual irá ser a tua reacção nesse preciso momento e necessito cada vez mais de respostas, começo a ficar impaciente e tenho medo que o interesse desapareça.
É-me cada vez mais difícil concentrar-me e manter um raciocínio lógico, já não sei como agir e muito menos com quem contar. Ultimamente tenho transmitido uma ideia totalmente oposta em relação ao que sinto. Faço querer parecer de que não me afecto e que não me importo, que tudo o que me fazem me é indiferente e que toda esta situação não me atinge, porém, a verdade é bem diferente.
Já fui forte, em tempos, já consegui suportar situações constrangedoras de cabeça erguida, sozinha e bem sucedida, o que me fazia encher o peito de orgulho por saber que fora tudo por mérito próprio.
Agora não sei mesmo, esgotei todas as minhas hipóteses e não sei o que fazer para tonar esta última rentável, talvez seja por não depender mais de mim ou por, provavelmente, já não ter alternativa possível. Já te dei tudo e agora pouco, ou nada me resta, preciso de ajuda mais que nunca, a tua, a única que me poderia dar qualquer resposta às perguntas que me ponho todos os dias, mas nem essa eu a tenho.
Peço-te apenas uma vez, ajuda-me, ajuda-me a saber o que fazer, diz-me alta e claramente o que queres de mim, o que esperas de nós.
ninguém e muito menos a ti. Esperei sempre todo o tempo do mundo, insisti e não desisti, pensando até que tivera dado em alguma coisa, mas não deu e eu estava totalmente exausta, já não sabia o que fazer com tantas dúvidas na minha cabeça, dúvidas essas, às quais eu não sabia responder.Sei que por vezes posso agir de impulso e falar demasiado, sendo até infantil ao dizer coisas que me fazem perder a pouca razão que tenho, mas tenho o feitio vincado, uma personalidade muito forte e repleta de defeitos, e por vezes não é fácil moldar-me às situações que colocas no meu caminho, volto novamente a não saber o que pensar e muito menos o que hei-de esperar de ti, como ou qual irá ser a tua reacção nesse preciso momento e necessito cada vez mais de respostas, começo a ficar impaciente e tenho medo que o interesse desapareça.
É-me cada vez mais difícil concentrar-me e manter um raciocínio lógico, já não sei como agir e muito menos com quem contar. Ultimamente tenho transmitido uma ideia totalmente oposta em relação ao que sinto. Faço querer parecer de que não me afecto e que não me importo, que tudo o que me fazem me é indiferente e que toda esta situação não me atinge, porém, a verdade é bem diferente.
Já fui forte, em tempos, já consegui suportar situações constrangedoras de cabeça erguida, sozinha e bem sucedida, o que me fazia encher o peito de orgulho por saber que fora tudo por mérito próprio.
Agora não sei mesmo, esgotei todas as minhas hipóteses e não sei o que fazer para tonar esta última rentável, talvez seja por não depender mais de mim ou por, provavelmente, já não ter alternativa possível. Já te dei tudo e agora pouco, ou nada me resta, preciso de ajuda mais que nunca, a tua, a única que me poderia dar qualquer resposta às perguntas que me ponho todos os dias, mas nem essa eu a tenho.
Peço-te apenas uma vez, ajuda-me, ajuda-me a saber o que fazer, diz-me alta e claramente o que queres de mim, o que esperas de nós.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




